Com placas fotovoltaicas instaladas pelo Senai, empresário reduz conta de R$ 2 mil para R$ 200

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DICOM Fiems

Cansado de pagar caro pela conta de energia elétrica, que costumava variar entre R$ 1.800 e R$ 2 mil, o empresário Carlos Targino, da Suprimed, empresa de materiais hospitalares localizada em Campo Grande (MS), decidiu pesquisar alternativas para baratear seus custos e, após instalação de um conjunto de placas fotovoltaicas por meio do Senai Empresa, viu o valor da conta cair para aproximadamente R$ 200,00 uma redução de 90%.

“Eu consumia em média 2.940 quilowatts por mês. Era um gasto exorbitante que me incomodava profundamente, mas até então não via alternativas para conseguir reduzir esse valor, porque já tinha ouvido falar de energia solar e placas fotovoltaicas, sempre soube da grande economia gerada, mas sempre imaginei que fosse necessário um investimento extremamente alto e inacessível para mim”, afirmou Carlos Targino.

Foi aí que ele conheceu os serviços do Senai Empresa e descobriu que a instalação de placas fotovoltaicas era plenamente possível. “Conforme fui pesquisando sobre o assunto, cheguei ao Senai Empresa, que conta com profissionais preparados e que me apresentaram um serviço de consultoria acessível. Eles desenvolveram o projeto e com o apoio da instituição, instalei as placas de energia solar em setembro de 2018”, lembrou.

Para isso, ele conseguiu aprovar um financiamento de R$ 72 mil junto ao Banco do Brasil, por meio do FCO (Fundo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), a ser pago em 36 meses, com um ano de carência. “Só nesse período de carência, minha economia será de R$ 21.600. E quanto passar a pagar o financiamento, as parcelas serão de R$ 1.700, valor menor do que eu pagava de energia antes de instalar as placas fotovoltaicas. Além disso, como as placas conseguem gerar energia excedente, utilizo uma parte dela para abater a conta de energia de uma outra empresa que tenho”, destacou.

Grande entusiasta da energia solar, Carlos Targino defende a tecnologia e, apesar de ser um investimento relativamente alto, é seguro e com retorno garantido. “Eu aconselho todo mundo a buscar essa alternativa, mas sempre com o Senai, porque a consultoria e o apoio da instituição foram fundamentais. Eu não conhecia muito do assunto, não entendia muito bem, e eles acompanharam todo o processo de instalação. Para mim, foi muito importante esse auxílio de quem entende do assunto e tem credibilidade no mercado”, completou.

Eficiência energética

O empresário Carlos Targino não é o único a procurar baratear os custos da conta de luz por meio de sistemas fotovoltaicos. Entre 2017 e 2018, Mato Grosso do Sul triplicou o uso de energia solar, registrando um aumento de 241% no número de residências, comércios, indústrias, propriedades rurais, prédios públicos e pequenos terrenos com placas fotovoltaicas instaladas, conforme dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Na avaliação do diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, o número demonstra o crescimento do interesse da população pela tecnologia e só entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018 a instituição foi responsável por coordenar a implantação de 59 plantas solares, que somam 6.865,5 kWp. “É um resultado interessante, mas ainda pequeno perto do potencial de geração de energia solar que temos em Mato Grosso do Sul. Por isso, o Senai vem trabalhando para fomentar o uso de fontes renováveis de energia fotovoltaica, que é uma tendência por causa da crise hídrica que vivemos e também uma excelente alternativa para a redução da conta de energia e, assim, tornar as empresas mais competitivas”, afirmou.

Para isso, o Senai de Mato Grosso do Sul tem em seu portfólio de produtos e serviços o PSGE (Programa Senai de Gestão Energética), que tem como objetivo apoiar a indústria para reduzir seus custos com energia elétrica, atuando no contrato de fornecimento com a distribuidora regional, na implantação de projetos de eficiência energética, no apoio à migração para o mercado livre e nos estudos para geração total ou parcial da energia elétrica consumida pela indústria.

Segundo Rodolpho Mangialardo, dentre as possibilidades de reduzir a conta de luz, a instituição ajuda o interessado a gerar sua própria energia elétrica, com a instalação de placas fotovoltaicas. “Fazemos a simulação da planta de geração necessária para suprir a demanda por energia elétrica da unidade consumidora entre o portfólio das energias renováveis, elaboramos o anteprojeto e consultamos preço com 33 empresas parceiras para implementação dos sistemas de geração. Isso sem falar que temos os melhores preços e condições comerciais”, afirmou.

Simulador

Paralelo ao PSGE, o Senai Empresa lançou em um simulador de energia fotovoltaica, disponível pelo link http://www.simuladorsenai.com.br/ para que os interessados possam se informar sobre os custos e vantagens do investimento. Por meio de um questionário simples é possível identificar a potência do sistema fotovoltaico que deve ser instalado, bem como a produção mensal, a quantidade de placas e qual o valor de investimento.

Segundo o gerente do Senai Empresa, Thales Saad, o próprio relatório gerado informa benefícios, como a facilidade de pagar o investimento por meio da economia realizada na conta de energia, a proteção da conta contra aumentos na tarifa energética, valorização do imóvel, além do compromisso com o meio ambiente.

“Apesar do interesse crescente por fontes de energia renovável, ainda existe muita desinformação sobre o assunto. As pessoas ainda ficam receosas em fazer um investimento alto e não sabem que ele pode ser pago em poucos anos. Então esse simulador é bacana para disponibilizar essas informações de forma fácil e rápida para quem tenha interesse”, completou Thales Saad.

Serviço – Mais informações sobre o PSGE do Senai Empresa pelo telefone (67) 3311-8533