Em Bonito, governador destaca investimentos de R$ 1,2 bilhão em rodovias de MS

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As estradas de Mato Grosso do Sul devem receber R$ 1,2 bilhão em investimentos estaduais até o final de 2018. Os recursos, que já estão sendo aplicados, garantirão pavimentação, recuperação de 8 mil quilômetros de rodovias danificadas e construção de 79 pontes. Os números foram apresentados pelo governador Reinaldo Azambuja durante o 9ª Seminário Técnico Novilho Precoce MS, em Bonito (MS), nesta sexta-feira (21).

“Nós estamos fazendo o maior número de pontes de concretos de MS. Têm 79 pontes sendo construídas e somando a metragem delas, dá mais do que tudo que foi construído em 40 anos. Nós já recuperamos mais de 3,3 mil quilômetros e vamos chegar a 2018 com 8 mil quilômetros de estradas recuperadas, dando condição de trafego, dando condições melhores de ir e vir da nossa produção”, destacou.

O secretário de Governo, Eduardo Riedel também detalhou esse valor, destacando que o Estado tem feito um volume de investimentos com recursos próprios. “São recursos provenientes do Fundersul e de convênios federais que estão sendo investidos na infraestrutura, saneamento, implantação de estradas, recapeamento de cidades. Já foram investido quase R$ 1,015 bilhão e o Estado vai dar sequência nesse processo”, disse.

O governador também mencionou as obras de pavimentação que estão sendo realizadas em Bonito e devem garantir melhor acesso a alguns dos principais atrativos da região da Serra da Bodoquena. “Estamos finalmente terminando a famosa estrada do Curé, depois de 20 anos parada. Fazendo o asfaltamento Bonito/Baia das Garças, que vai levar até Gruta do Lago Azul”, disse.

Outro ponto marcante do discurso de Azambuja foram às explicações sobre a reestruturação feita no governo recentemente. “É importante vocês saberem um pouquinho o porquê de algumas questões que tivemos que fazer. Até 2014 as receitas públicas do Brasil, isso quer dizer, União, Estado e Município, elas cresciam acima da inflação. De 2015 para cá a realidade mudou. Veio à crise, veio à recessão e impôs aos governos ter que tomar medidas realmente estruturantes. Medidas às vezes amargas, duras, mas necessárias para colocar nosso Estado não só na condição de pagador de salário, mas muito mais do que isso, poder fazer os investimentos e as entregas”.

Nesse sentido, Reinaldo mencionou o ‘pacote de bondades’ deixado pelo governo anterior, que impacta diretamente na folha de pagamentos da atual gestão. Segundo ele, atualmente MS tem 27 mil servidores inativos e 37 mil ativos o que tem comprometido a receita do Estado em mais de 60%. “Em 2015 nós tivemos um comprometimento com pagamento de folha de 69 e isso impacta no Estado, não no governo. Tirou capacidade de investimento do Estado”.

Ainda segundo o governador, MS é hoje o estado como menor número de secretárias do país e um dos pouco que ainda consegue cumprir com seus compromissos. “O Estado tinha 15 secretárias e hoje tem apenas 10 e isso não vai prejudicar o desenvolvimento das políticas públicas, mas nós precisávamos colocar MS no tamanho que ele aguenta”.

O governador também citou a importância da aprovação da PEC do teto dos gastos públicos, aprovada pela Assembleia na última terça-feira (18) e que vai limitar os gastos do governo estadual pelos próximos dez anos. “O Estado não pode gastar mais do que arrecada. Você não pode ampliar despesas se você não tiver receita. Então o que é esse controle de gastos? É ano de 2018 o Estado só vai poder gastar, ou a inflação que é o IPCA, ou crescimento da receita corrente liquida nossa. Isso é equilíbrio de contas. Se você tiver um estado gastador, você o afunda e não consegue avançar”, finalizou.

Os secretários de Estado Jaime Verruck e Marcio Monteiro acompanharam o governador na agenda em Bonito.