Exportações de industrializados voltam a subir e já somam US$ 2,37 bilhões no Estado

0
202

A receita de exportação de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul voltou a subir no mês de agosto e no acumulado do ano já passa de US$ 2,37 bilhões, o que representa um aumento de 24,3% em relação aos 8 primeiros meses do ano passado, quando o montante foi de US$ 1,91 bilhão, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O crescimento foi alavancado pelos grupos “Papel e Celulose”, com alta de 130,5%, “Couros e Peles”, com elevação de 39,8%, “Extrativo Mineral”, com salto de 18,8%, e “Complexo Carne”, com avanço de 18,3%.

 

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, com uma receita equivalente a US$ 329,8 milhões, agosto de 2013 registra o melhor resultado já alcançado para o mês em toda a série histórica da exportação de industrializados de Mato Grosso do Sul. “Quando comparado com os resultados de igual mês, ao longo da série, vale ressaltar que de janeiro de 2009 até agora foram registradas 41 quebras de recorde nas receitas de exportação. O que equivale a dizer que o recorde mês a mês, ao longo desse período, foi quebrado em 73,2% das vezes”, ponderou.

 

Na avaliação do Radar da Fiems, é importante destacar que o desempenho observado de janeiro a agosto de 2013 se deu sobre uma forte base de comparação, pois, em igual período nos anos de 2010, 2011 e 2012, as receitas totais da exportação de industrializados alcançaram US$ 1,43, US$ 1,89 e US$ 1,91 bilhão, respectivamente, indicando, deste modo, que, de 2010 a 2013, a exportação de industrializados cresceu, em média, 13,5%. “Mantido esse crescimento, as exportações de industrializados devem fechar 2013 com um montante superior a US$ 3,5 bilhões, um valor superior ao registrado nos últimos dois anos pelo setor”, estimou Sérgio Longen.

 

Quanto à participação relativa, o levantamento do Radar da Fiems aponta que no acumulado do ano o setor industrial já responde por 63,9% de tudo que é exportado por Mato Grosso do Sul. Com relação ao volume total das exportações, o setor alcançou 6,6 milhões de toneladas, indicando um crescimento de 16,9% em relação à igual período de 2012, quando foi vendido ao exterior o equivalente a 5,6 milhões de toneladas de produtos industrializados.

 

Grupos

 

Ainda conforme o Radar da Fiems, o desempenho observado teve como destaques as evoluções ocorridas, principalmente, graças aos grupos “Papel e Celulose”, “Couros e Peles”, “Extrativo Mineral” e “Complexo Carne”. No caso do primeiro grupo, a expansão decorre do início da atividade de uma nova planta de celulose no último trimestre de 2012, que dobrou a capacidade nominal de produção do Estado, permitindo que novos clientes fossem atendidos e, principalmente, que os tradicionais compradores da celulose sul-mato-grossense pudessem ampliar ainda mais os volumes de suas aquisições.

 

Na primeira condição, observou-se que, em relação a igual período do ano passado, são 16 novos destinos para os produtos do grupo “Papel e Celulose”, proporcionando uma receita adicional equivalente a US$ 14 milhões, enquanto em relação à segunda condição países como a China, Itália, Holanda, Estados Unidos e Coréia do Sul aumentaram suas compras. Já o grupo “Couros e Peles” teve elevação em função do expressivo aumento nos embarques de outros couros bovinos e bubalinos, não divididos e úmidos, outros couros bovinos e bubalinos, divididos e úmidos e de couros bovinos inteiros “wet blue” tamanho igual ou inferior a 2,6m², tendo como principais compradores a China, Itália e Hong Kong.

 

O grupo “Extrativo Mineral” teve aumento em função, principalmente, da elevação no preço médio da tonelada do minério de ferro, que apresentou variação de 9%, saindo de US$ 79,5 para US$ 86,7, proporcionando, deste modo, uma receita adicional equivalente a US$ 25,3 milhões. A mesma condição foi verificada nas exportações de minérios de manganês, que apresentaram aumento de 23,3% no preço médio da tonelada, resultando numa receita adicional de US$ 30 milhões.

 

Quanto ao grupo “Complexo Carne” a expansão foi proporcionada pelo aumento das receitas obtidas com as carnes desossadas e congeladas de bovinos, pedaços e miudezas comestíveis congelados de frango, carnes desossadas frescas ou refrigeradas de bovinos e carne congelada de frango não cortada em pedaços que, somados, apresentaram um crescimento de US$ 97,7 milhões. Os países que mais contribuíram para o desempenho observado foram Hong Kong, Chile, Venezuela, Japão, Egito e Emirados Árabes Unidos que, somados, geraram uma receita adicional equivalente a US$ 135,8 milhões.