Fiems e Exército alinham parcerias de qualificação e suprimentos para as tropas

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Daniel Pedra

Em visita ao presidente da Fiems, Sérgio Longen, ontem (04/04), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), o chefe do Estado-Maior do CMO (Comando Militar do Oeste), general de brigada José Carlos Braga de Avellar, apresentou proposta de parceria para o Senai de Mato Grosso do Sul qualificar soldados que receberam baixa do serviço militar e, ainda, acertaram para o dia 3 de maio a vinda do comandante de logística do Exército, general de exército Guilherme Cals Theophilo de Oliveira, para apresentar aos empresários sul-mato-grossenses possibilidades de fornecerem suprimentos às tropas que atuam em missões de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no exterior.

“O CMO é nosso parceiro em várias ações e acertamos algo muito importante, que é esse grande encontro entre os empresários e o general Theophilo, aqui na Casa da Indústria. Vamos tentar trazer ao encontro do setor empresarial as oportunidades que o Exército Brasileiro oferta atualmente, especificamente em relação à compra de suprimentos. Já acertamos também para que na inauguração da Escola da Construção, também no mês de maio, possamos firmar um convênio entre o CMO e o Senai para formação da mão de obra na construção civil entre os militares”, explicou o presidente da Fiems sobre a visita.

Segundo o chefe do Estado-Maior do CMO, general de brigada Avellar, veio do comandante de logística do Exército a demanda de apresentar aos empresários do Estado demandas em relação a eventuais exportações para forças de paz da ONU no exterior. “Por este motivo procuramos a Fiems, que pode fazer esta interlocução. O Brasil hoje integra missões de paz em diversos países, por exemplo, no Haiti, inicialmente com um contingente significativo, de dois mil homens, reduzido para cerca de um mil, e lá eles consomem todo tipo de produto. Hoje eles estão no Haiti, amanhã estarão na África e há possibilidade de negócios não apenas com as forças de paz brasileiras, mas de outros países que trabalham com a ONU, que está no mundo inteiro”, explicou.

Sobre a Escola da Construção do Senai, cuja obra na Avenida Rachid Neder está na fase de acabamento e a previsão é de que seja inaugurada no mês de maio, o chefe do Estado-Maior do CMO analisa que uma parceria no sentido de qualificar soldados que concluíram o serviço militar seria boa, tanto para a indústria do Estado, quanto para o Exército. “Como o presidente Longen está prestes a inaugurar a escola, propusemos essa parceria, porque seria interessante apresentar à Fiems soldados que estão fazendo o serviço militar inicial e, no dia em que eles tiverem baixa e concluírem o serviço, estarão prontos também para atuar na construção civil do Estado. Para a indústria seria muito bom porque são elementos selecionados, disciplinados e gente do bem, uma parceria que, creio, seria boa para os dois lados”, afirmou.

Escola da Construção

No primeiro ano de funcionamento, a Escola da Construção de Campo Grande oferecerá 2.100 vagas nos cursos de pedreiro, armador, carpinteiro, pintor, encanador, gesseiro, técnico em edificações, tecnólogo em construção, técnico em móveis, marceneiro, desenhista em CAD e técnico em segurança do trabalho, nos períodos matutino, vespertino e noturno. Na fase fim da obra, no momento está andamento a pintura interna e externa da estrutura, instalações elétricas, e serão iniciados os serviços de pavimentação do pátio e calçadas, e paisagismo.

Com custo de R$ 12,9 milhões, o espaço inclui cantina, sala de professores, sala de reunião, setores administrativos, secretarias, coordenação pedagógica, suporte de informática, coordenação, diretoria, reprografia, almoxarifado e sala de prestadores de serviço. Também estão previstos uma biblioteca, 11 salas de aula (três salas no térreo e oito salas no pavimento superior), um laboratório didático, uma oficina de instalações prediais, uma oficina de pintura, duas oficinas de pedreiro, uma oficina de gesso, uma oficina de carpintaria de obras e uma oficina de armador, totalizando R$ 19 milhões, já incluindo a aquisição de mobiliário, equipamentos, entre outros.