Mais idoso a praticar laço de bezerro

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O recordista, mais conhecido como ‘seu Didi’, mora em Limeira, no interior de São Paulo e a vida toda mexeu com cavalos, sua grande paixão.

 

 

Mesmo que o trabalho de anos martelando ferraduras tenha lhe custado a perda da audição, ele nunca perdeu o gosto pela montaria e por cuidar dos animais. Pelo contrário, aos 70 anos de idade e já totalmente surdo, encontrou motivação extra para iniciar em um novo esporte: o calf roping ou laço de bezerro.

 

 

Incentivado por um amigo, ‘seu Didi’, que já era um exímio cavaleiro, resolveu aprender o laço de bezerro e não demorou para se destacar na modalidade. Agora, não perde a oportunidade de preparar o laço, montar no cavalo e praticar o esporte favorito no rancho da família e também em competições. Faz isso diariamente e não pretende parar. Diz que só para no dia em que morrer.

 

Durante o aniversário de 74 anos (comemorado em 28 de fevereiro de 2013), na presença de amigos e familiares, Aparecido ficou emocionado ao receber como presente o troféu e a certificação do RankBrasil – uma surpresa preparada pela filha Andréa de Almeida. Justa homenagem a um homem que é exemplo de superação.

 

A Associação Brasileira de Quarto de Milha, que organiza as competições, também já reconheceu e premiou Aparecido Manoel de Almeida como o cavaleiro mais velho do Brasil.

 

O calf roping ou laço de bezerro

 

 

O laço de bezerro, ou calf roping, é uma prova de velocidade e precisão que consiste na laçada e imobilização de um bezerro de aproximadamente 120 quilos, solto em uma área delimitada.  O cavaleiro deve sair em disparada, jogar o laço, apear do cavalo, derrubar o bezerro e imobilizar pelo menos três patas do animal no menor tempo possível.

 

 

As origens do esporte

 

 

O calf roping é um esporte que veio dos Estados Unidos para o Brasil. Suas raízes estão no trabalho dos vaqueiros do velho oeste americano, quando os cowboys tinham que laçar com uma corda e imobilizar rapidamente os bezerros doentes ou feridos para tratá-los ou então simplesmente para marcá-los. As competições surgiram desde 1990 e os animais usados geralmente são cavalos da raça Quarto de Milha ou Appaloosa.