Mulheres jovens também podem desenvolver câncer de mama?

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O câncer de mama é a doença que mais acomete mulheres acima dos 40 anos. Apesar de incomum entre os jovens, o número de pacientes com a disfunção antes dos 34 anos vem crescendo em todo o mundo.

Segundo um estudo realizado pelo INCA, o câncer de mama em mulheres mais jovens pode representar entre 5 e 7% dos casos. E, na maioria das vezes, o diagnóstico da doença aponta um estágio mais avançado da disfunção, pois é realizado em pacientes sintomáticas, o que indica que o carcinoma já está em um estágio mais avançado.

A mamografia, que pode ser realizada em um laboratório de imagem, é o exame que detecta a existência ou não do câncer de mama. O INCA indica a realização do exame para mulheres entre 50 e 65 anos, pelo menos, uma vez a cada dois anos. Ou seja, geralmente os médicos não pedem a mamografia para mulheres mais novas e a falta de ações de rastreamento dificulta o diagnóstico.

Antigamente era mais comum as mulheres constituírem família mais cedo. Além disso, tinham mais de um filho, até mesmo, antes da maioridade. A mulher moderna opta por engravidar mais tarde e ter menos filhos. Essa realidade atual as deixa em uma situação mais vulnerável.

Após a gestação e durante o período de amamentação, os índices de estrogênio caem consideravelmente e, além disso, têm efeitos diretos sobre as células mamárias, que se diferenciam durante o período de produção do leite. Alguns pesquisadores acreditam que essa diferenciação torna as células mais resistentes e por isso, dificilmente desenvolvem o câncer.

É importante avaliar o histórico familiar. Mulheres que têm casos de câncer de mama na família devem fazer a mamografia antes dos 40 anos, pois a genética influencia no aparecimento da doença. Além disso, é preciso estar atenta a qualquer alteração e fazer acompanhamento médico.

Atualmente, muitas mulheres morrem por conta diagnóstico tardio. Quando o câncer de mama é detectado no início, tem 90% de chance de cura. Porém, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de 75% das mulheres, entre 50 e 65 anos, não fazem o a mamografia com regularidade.

mamografia

A obesidade também é considerada um fator de risco, pois a gordura produz hormônios femininos em maior quantidade. É importante ressaltar que pessoas acima do peso ideal diagnosticadas com a disfunção tem maior dificuldade no tratamento e também mais chances de contrair outros tipos de câncer.

Dá para prevenir o câncer de mama?

Manter uma rotina saudável, com atividades físicas e alimentação balanceada é fundamental para a prevenção. Evitar o tabagismo e a ingestão de álcool também diminuem o risco de contrair a doença.

O exame de mamografia é o mais efetivo para diagnosticar a disfunção. A mamografia digital, versão mais moderna do exame, que pode ser feito em laboratórios de imagem, possui uma qualidade melhor das imagens, o que facilita a detecção da doença.

Apesar dos números alarmantes do câncer de mama, muitas mulheres não fazem mamografia com regularidade. Independentemente da idade, é importante que a mulher faça um acompanhamento médico para detectar possíveis doenças e fazer o tratamento adequado quando necessário.

Fonte: MD Imagem
WSI – Ruth Marques