Na Expogrande, presidente do Sicadems pede a ministro ações para normalizar abates

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Daniel Pedra

Representando o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o presidente do Sicadems (Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul), Ivo Cescon Scarcelli, participou, na noite desta quinta-feira (30/03), da abertura da 79º da Expogrande, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande (MS), e, em um tom otimista, apostou na recuperação da confiança do brasileiro na carne, além de pedir ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, uma postura enérgica para que o abate seja normalizado.

Nesta edição, a Expogrande é realizada em meio ao impacto da Operação Carne Fria, operação da Polícia Federal que denunciou irregularidades pontuais em frigoríficos do País. “Em Mato Grosso do Sul três frigoríficos da JBS suspenderam os abates e outros sete no Brasil, então precisamos que o governo federal mantenha a postura enérgica que adotou quando a operação foi deflagrada, para que os abates sejam normalizados o quanto antes. A nossa bancada federal, nossos senadores, também se comprometeram a atuar nesse sentido. Essa é uma questão urgente, porque afeta toda a cadeia produtiva da carne”, ressaltou Ivo Scarecelli, que também fez o pedido aos senadores e deputados federais do Estado presentes à cerimônia de abertura da Feira.

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O ministro Blairo Maggi criticou a forma como a Operação Carne Fraca foi conduzida e destacou a qualidade da proteína brasileira, reconhecida mundialmente após uma série de ações para conquistar esse status. “O Brasil caminha muito bem nesse sentido, era referência de mercado. A carne brasileira detém 7% do mercado mundial e nossa expectativa era chegar a 10%. Então, veio essa operação e vamos ter de começar a trilhar esse caminho praticamente do zero”, disse Maggi. “Nós não criticamos a operação, mas, sim, da forma como ela foi conduzida”, emendou o ministro, afirmando, ainda, que o País é referência em sanidade animal.

O governador Reinaldo Azambuja voltou a classificar a Carne Fraca como “pirotecnia” e aproveitou para afirmar que aspecto positivo da operação é mostrar a importância do agronegócio para a economia brasileira e de Mato Grosso do Sul. “O setor sempre fez nossa economia girar, e reflete a importância do agro para o Brasil”, avaliou, dizendo, ainda, que o ministro Blairo Maggi tem atuado para restabelecer a confiança do mercado internacional e, acima de tudo, do consumidor.

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Na mesma linha, o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Jonatan Pereira Barbosa, que promove a Expogrande, destacou a importância da feira e, consequentemente, da cadeia produtiva da carne para a economia. “A Expogrande agita a economia como um todo, no Mato Grosso do Sul e no Brasil. Temos gente de outros estados que vem para Campo Grande, movimenta o comércio com venda de roupas e produtos, motoristas de caminhão, de táxis, de aplicativos, tratadores de animais e os produtores que fazem grandes negócios durante a feira”, explicou.

A solenidade de abertura contou com o lançamento do Selo Oficial de homenagem ao produtor rural Paulo Coelho Machado, para o ministro Blairo Maggi e para o governador Reinaldo Azambuja. Participaram, ainda, os senadores Waldemir Moka, Pedro Chaves, Simone Tebet, os deputados federais Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, Dagoberto Nogueira e Luiz Henrique Mandetta, os deputados estaduais, o prefeito de Campo Grande, Marcos Marcello Trad, representantes de entidade de classe do setor produtivo e outras autoridades. A Expogrande segue até o dia 9 de abril e a expectativa é reunir 60 mil pessoas por dia durante a feira.