Novas ferramentas antecipam a identificação de indivíduos precoces no rebanho

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A precocidade sexual se torna a cada dia um ponto chave para o melhor retorno econômico na pecuária. A antecipação da puberdade permite que machos e fêmeas entrem na primeira estação reprodutiva com maior fertilidade, garantindo assim não só melhores resultados de prenhez, mas principalmente, maior retorno financeiro do investimento feito inicialmente.

 

E visando antecipar ainda mais estes ganhos, novas ferramentas têm sido utilizadas pelos pesquisadores, buscando assim a identificação antecipada de indivíduos mais precoces. São elas: a ultrassonografia testicular e a medição dos hormônios anti-mullerianos (AMH).

 

Segundo a pesquisadora do laboratório de reprodução animal da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Professora/Doutora Eliane Vianna da Costa e Silva, em rebanhos com grande pressão de seleção, a análise do perímetro escrotal do animal não é mais o suficiente para sustentar a característica de precocidade, e por isso a utilização de novas ferramentas tem sido de fundamental importância para a conquista de um objetivo principal, a identificação de indivíduos púberes mais cedo.

 

“Tanto a ultrassonografia como o teste com os hormônios têm sido feitos ainda na desmama. A ideia é trabalhar com o anti-mulleriano como um eficiente marcador biológico para a precocidade sexual e identificar através dele a eficiência reprodutiva dos animais”, explica a pesquisadora.

 

Utilizando ambas as ferramentas, a Genética Aditiva, empresa sul-mato-grossense que há 30 anos investe no melhoramento genético bovino, tem contribuído com o levantamento de dados, pois boa parte do rebanho já passou por experimentos que devem ser ampliados na safra de 2015.

 

Para o diretor técnico da Genética Aditiva, Argeu Silveira, a utilização da ultrassonografia de testículos feita desde 2006 e a participação desde 2013 na pesquisa com os hormônios, têm gerado resultados surpreendentes e que demonstram a importância de se investir em tecnologia.

 

“Na consulta pública do sumário atual disponível no site da ANCP, é possível verificar que dos 20 animais com maiores MGT’s, 18% ou são Genética Aditiva ou tem contribuição do nosso trabalho em seu pedigree. Isso é um indicativo de que não só nos preocupamos com esta característica de precocidade, mas que ela é um espelho que reflete nosso principal objetivo, produzir animais voltados para o melhor retorno econômico da fazenda”, ressalta Argeu.

 

A pesquisadora enfatiza ainda a importância de se pesquisar e estudar a implementação de ferramentas que não somente deem respostas, mas que também sejam viáveis ao produtor. “São tecnologias  com menor custo, não só financeiro, mas também de manejo, que sejam mais práticas também, visando assim a melhoria de resultados como um todo na propriedade”, finaliza.

 

Precocidade em oferta

 

E no próximo dia 02 de agosto, a Genética Aditiva ofertará reprodutores com altos índices de precocidade e que são frutos da seleção por estas novas tecnologias. Serão ao todo 800 reprodutores entre TOP 0,1% e 5% na ANCP. O certame acontece a partir das 11 horas (Hora de Brasília), na Estância Orsi, em Campo Grande, com transmissão pelo Canal do Boi. Informações pelo site www.geneticaaditiva.com.br.