Senai entrega Selo Ambiental Azul para a indústria de fiação Copasul

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Daniel Pedra

Como parte do Selo Ambiental do PSE (Programa Senai de Ecoeficiência), que amplia o percentual do incentivo fiscal concedido pelo Governo do Estado e atesta e classifica a eficiência ambiental das empresas, o Senai entregou, na semana passada, o Selo Azul para a indústria de fiação Copasul, de Naviraí (MS), que em 2015 já tinha recebido o Selo Laranja. Na prática, a indústria de fiação ampliou de 3% para 4% o percentual do benefício fiscal já concedido mediante à efetividade do plano técnico de sustentabilidade ambiental da empresa.

Na avaliação do gerente do Senai Empresa, Rodolpho Caesar Mangialardo, é uma grande satisfação ver a evolução da Copasul na área ambiental. “É perceptível o brilho nos olhos dos colaboradores envolvidos nesse processo e isso é muito gratificante para nós. Lembrando que nem todas as 23 indústrias certificadas mantiveram o Selo Ambiental já recebido e aqui tivemos uma evolução, do Selo Laranja para o Selo azul. Agradeço a parceria e parabenizo a equipe que tem trabalhado nisso”, afirmou.

Segundo a coordenadora do Selo Ambiental do Senai, Liliane Candida Corrêa, para conseguir o benefício a indústria precisa passar por um intenso processo de auditoria. “O Programa Senai de Ecoeficiência tem vários procedimentos e critérios. Ao todo, são 35 indicadores gerenciais e operacionais em relação ao Sistema de Gestão Ambiental. Nosso foco é de melhoria contínua, então todos os anos é feita uma revisão dessa certificação para também lançarmos novos desafios para a indústria”, explicou.

Ela ainda acrescentou que essa é a segunda avaliação feita na indústria de fiação Copasul, que apresentou um progresso significativo, principalmente na questão de destinação de resíduos, na política ambiental que foi estabelecida e em treinamentos ambientais. “Eu fico feliz quando eu vejo uma política ambiental estabelecida e o envolvimento não apenas da diretoria, mas dos colaboradores também, como é o caso da Fiação”, disse.

Já o presidente da indústria de fiação Copasul, Gervásio Kamitani, destacou que o Selo Ambiental do Senai é um incentivo muito grande para a empresa. “Por meio de ações e de uma política ambiental estabelecida na fiação, estamos conseguindo difundir práticas sustentáveis dentro da indústria e temos visto que isso tem sido expandido não apenas dentro daqui, mas também para o dia a dia dos nossos colaboradores”, concluiu.

O Programa

O PSE (Programa Senai de Ecoeficiência), que amplia o percentual do incentivo fiscal concedido pelo Governo do Estado e atesta e classifica a eficiência ambiental das empresas, já foi concedido para 23 indústrias estaduais – Raízen (Caarapó), Emplal (Três Lagoas), Rio Prata Embalagens (Três Lagoas), Votorantim Cimentos (Corumbá), Adecoagro Angélica (Angélica), Adecoagro Vale do Ivinhema (Ivinhema), Odebrecht Agroindustrial (Costa Rica), Odebrecht Agroindustrial Eldorado (Rio Brilhante), Copasul Fiação de Algodão (Naviraí), Central Energética Vicentina (Vicentina), Alcoolvale (Aparecida do Taboado), Bunge Alimentos (Dourados), Metalfrio (Três Lagoas), Monteverde (Ponta Porã), Santa Luzia (Nova Alvorado do Sul), Energética Santa Helena (Nova Andradina), Inflex (Dourados), InternationalPaper (Três Lagoas), Vetorial (Corumbá), Usina Sonora (Sonora), MetapRepram (Campo Grande), Semalo (Campo Grande) e Coca-Cola (Campo Grande).

Os selos ambientais do Senai servem para classificar a eficiência ambiental das indústrias estaduais de acordo com os parâmetros pré-estabelecidos no Decreto Estadual nº 13.606, de 25 de abril de 2013, que prorrogam até 2028 os incentivos fiscais para o setor industrial sul-mato-grossense, permitindo a ampliação, em até 5%, do percentual do benefício fiscal já concedido mediante à efetividade do plano técnico de sustentabilidade ambiental das empresas. O Senai, em parceria com o EcoSesi Bonito, desenvolve o Programa de Ecoeficiência, que dá suporte aos selos ambientais destinados às indústrias do Estado, sendo desenvolvido em 7 etapas: adesão, habilitação, definição de metas, implementação da metodologia do PSE, processo de auditoria, avaliação ambiental e emissão de selo ambiental.

Essas 7 etapas são relevantes para a compreensão de todo o processo, desde a habilitação da empresa até a emissão do selo, porém, é prerrogativa do Programa a análise prévia do sistema de gestão ambiental existente na empresa. Por meio da pontuação de desempenho ambiental, o PSE vai conceder 5 selos ambientais (verde, azul, laranja, marrom e branco), sendo que cada um tem sua equivalência entre a pontuação e o percentual do incentivo fiscal concedido.

O Selo Verde tem conceito entre 81 a 100 pontos e concede à indústria 5% a mais de incentivo fiscal, enquanto Selo Azul tem conceito entre 61 a 80 pontos e incentivo fiscal de 4% a mais, o Selo Laranja tem conceito entre 41 e 60 pontos e 3% a mais de incentivo fiscal, o Selo Marrom tem conceito entre 21 e 40 pontos e incentivo fiscal de mais 2% e o Selo Branco tem conceito entre 1 a 20 pontos e incentivo fiscal de mais 1%. A pontuação poderá ser revista a qualquer tempo, na vigência do benefício fiscal ou na vigência do prazo estabelecido para execução do processo de auditoria, adequando-se a um novo resultado, aumentando ou diminuindo o nível do selo no limite entre 1% e 5%.