Utilizar ureia na alimentação de bovinos pode baratear a produção animal, afirma especialista

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Hamilton Junior

A utilização de fontes alternativas de proteína na nutrição animal tem se tornando cada vez mais frequente e importante, principalmente na alimentação dos bovinos. Dentre as mais variadas opções, a ureia que é 100% orgânica, tem grande importância na composição parcial (do valor proteico) de uma ração ou dieta, barateando o custo da alimentação.

De acordo com o nutricionista animal da Quimtia Brasil, Stephen Janzen, indústria especializa na fabricação de insumos para nutrição animal, a uréia tem seus benefícios, tanto do lado técnico, como do lado financeiro, na nutrição de bovinos. “A ureia é uma fonte barata de nitrogênio (N), quando comparada ao farelo de soja, farelo de girassol, caroço de algodão”, comenta.

Para o especialista, nestes animais [bovinos], a ureia é degrada em amônia (NH³) no rúmen, onde a microbiota aproveita o ‘N’ (nitrogênio) liberado, para síntese de proteína bacteriana. Portanto, o uso de ureia na alimentação de bovinos, quando respeitados os limites não tóxicos de 100 a 150g/animal/dia após o período de adaptação,  é na grande maioria das vezes vantajosa, com redução no custo da alimentação.

Entretanto, uma dúvida frequente na utilização dessa fonte alternativa, é: qual ureia posso utilizar? Segundo o Janzen, o mercado apresenta duas opções de ureia, a pecuária e a agrícola (fertilizante), sendo o preço da última mais barato. Por isso, existe a ‘tentação’ por parte dos produtores e empresas fabricantes de rações e suplementos minerais optarem pela compra da ureia agrícola, porém seu uso é proibido para na alimentação animal. “Somente a ureia pecuária possui o registro de uso, conferida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), na alimentação animal”, afirma.

O nutricionista aponta, ainda, algumas exigências na produção da ureia pecuária:

1 – A legislação estabelece controles rígidos para garantir segurança alimentar, o cuidado na armazenagem e transporte rigoroso para evitar contaminação cruzada com fertilizantes, cereais, metais pesados.

2 – Não pode conter PVA ( anti-empedrante)

3 – A granulometria é mais homogênea

4 – Composição dela é mais estável e consistente

5 – Plantas produtoras e armazéns necessitam de certificação para operar

6 – Rastreabilidade do lote de produção da planta produtora até o cliente final é exigida