Dengue: Maracaju recebe veículo de reforço no combate ao mosquita

Combate à Dengue, Chikungunya e Zika

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Assessoria de Imprensa
Maracaju e mais 52 municípios do Mato Grosso do Sul receberam, na
última quarta-feira (12), da Secretaria Nacional de Vigilância em
Saúde, órgão ligado ao Ministério da Saúde, em Brasília (DF), 53
caminhonetes Mitsubishi L 200, cabine dupla, como força efetiva no
combate ao mosquito Aedes aegypti.

Os veículos foram conquistados pelo deputado Geraldo Resende, com o
apoio de deputados e senadores do Estado do Mato Grosso do Sul, junto
ao Governo Federal. Ao todo, o Ministério da Saúde investiu R$ 109,4
milhões na aquisição dos veículos. As novas caminhonetes se somam às
375 adquiridas no início deste ano e já distribuídas para 26 estados
do país.

A conexão entre governo federal, municípios e estados tem favorecido a
melhora da saúde no País e a redução de casos de doenças transmitidas
pelo Aedes aegypti. “para Maracaju é de extrema importância este
reforço contra o combate à dengue  zika e chikungunya, nossos agentes
trabalham diuturnamente e um equipamento como este fortalecerá a
prevenção”, menciona Secretário Frederico Felini, que no ato
representou o prefeito Maurílio Ferreira Azambuja na solenidade
simbólica de entrega.

Na ocasião, o ministro da Saúde apresentou os dados do Levantamento
Rápido de índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) e lançou o
Sistema Integrado de Controle de Vetores (SIVector). A nova ferramenta
traz informações georreferenciadas para o controle do Aedes aegypti e
Aedes albopictus, mosquitos transmissores das doenças dengue, zika e
chikungunya nos municípios.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, destacou que, “a partir de 2016,
o governo federal vem ampliando os recursos destinados à prevenção e
combate ao mosquito Aedes, o que tem impulsionado o aumento da
participação dos municípios no LIRAa. São investimentos em repelentes,
orientações, pesquisas, e na oferta de veículos”, ressaltou o
ministro. Ainda segundo ele, esses investimentos têm “proporcionado
aos estados e municípios a possibilidade de intensificar seus
trabalhos preventivos de identificação e eliminação de criadouros do
mosquito” disse Occhi.

Dados do LIRAa indicam que 504 municípios brasileiros apresentam alto
índice de infestação, com risco de surto para doenças transmitidas
pelo mosquito. Ao todo, 5.358 municípios de todo o país, 96,2% da
totalidade de cidades, realizaram algum tipo de monitoramento do
mosquito, sendo 5.013 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 345
por armadilha. A metodologia armadilha é utilizada quando a infestação
do mosquito é muito baixa ou inexistente.

Além das cidades em situação de risco, o LIRAa identificou 1.881
municípios em alerta, com o Índice de Infestação Predial (IIP) entre
1% a 3,9% e 2.628 municípios com índices satisfatórios, inferiores a
1%. Todas as capitais do país realizaram um dos monitoramentos de
mosquito: 25 realizaram o LIRAa; e duas, armadilhas. Estão com índices
satisfatórios os municípios de Curitiba (PR), Teresina (PI), João
Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió
(AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE). As capitais com índices em estado
de alerta são: Manaus (AM), Belo Horizonte (MG) Recife (PE), Rio de
Janeiro (RJ), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES),
Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

Já as capitais Palmas (TO), Boa Vista (RR) Cuiabá (MT) e Rio Branco
(AC) estão em risco de surto de dengue, zika e chikungunya por
apresentarem Índice de Infestação Predial (IIP) igual ou superior a
4%. As capitais Natal (RN) e Porto Alegre (RS) fizeram o levantamento
por armadilha. Todas as formas de coleta de dados ocorreram no período
de outubro e novembro deste ano.

O mapa da dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de índices de
Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental
para o controle do mosquito e das doenças. Com base nas informações
coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão
concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de
criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do
levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o
planejamento das ações de combate e controle do mosquito.

O Ministério da Saúde recomenda aos municípios que realizem ao menos
quatro vezes ao ano o LIRAa para que os gestores locais definam suas
estratégias de prevenção. Em janeiro de 2017, o Ministério da Saúde
publicou Resolução nº 12 que torna obrigatório o levantamento
entomológico de infestação por Aedes aegypti pelos municípios e o
envio da informação para as Secretarias Estaduais de Saúde e destas,
para o Ministério da Saúde. A realização do levantamento está atrelada
ao recebimento da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em
Saúde, recurso extra que é utilizado exclusivamente para ações de
combate ao mosquito.

Combater o mosquito e diminuir os números de infectados

DENGUE – Até 3 de dezembro, foram notificados 241.664 casos de dengue
em todo o país, um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017
(232.372). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos
por habitantes, é de 115,9 casos/100 mil habitantes. Em comparação ao
número de óbitos, a queda é de 19,3% em relação ao mesmo período do
ano anterior, passando de 176 mortes em 2017 para 142 neste ano.

CHIKUNGUNYA – Até 3 de dezembro, foram notificados 84.294 casos de
chikungunya em todo o país, redução de 54% em relação ao mesmo período
de 2017 (184.344). A taxa de incidência, que considera a proporção de
casos por habitantes, é de 40,4 casos/100 mil habitantes. Em
comparação ao número de óbitos, a queda é de 81,6% em relação ao mesmo
período do ano anterior, passando de 191 mortes em 2017 para 35 neste
ano.

ZIKA – Até 3 de dezembro, foram notificados 8.024 casos de zika em
todo o país, redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017
(17.025). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por
habitantes, é de 3,8 casos/100 mil habitantes. Neste ano, foram quatro
óbitos por Zika.