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A violência contra as mulheres não é aceitável e pode ser prevenida

Números da violência contra a mulher chamam a atenção das autoridades. Foto: Divulgação


Todos os anos, pelo menos dois milhões de mulheres e meninas são traficadas para prostituição, escravidão forçada e servidão.

 

Até 60% das mulheres têm algum tipo de abuso físico ou sexual durante sua vida.

 

No Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) convoca todos a renovar os esforços para acabar com a violência contra as mulheres.

 

A violência de gênero fere as mulheres, suas famílias e seus países e reforça as desigualdades entre homens e mulheres em todo o mundo.

 

Estupro civil ainda não é considerado um crime em mais de 35 países. Mais de 603 milhões de mulheres vivem em países onde a violência doméstica não é considerada um crime.

 

“Isto não é aceitável: melhores leis e seu cumprimento são necessários”, disse Helen Clark, administradora mundial do PNUD.

 

Ela convocou a polícia e os sistemas judiciais a trabalharem juntos com governos, sociedade civil e parceiros internacionais para combater as causas da violência contra as mulheres, apoiar as vítimas e levar os agressores à justiça.

 

Discriminação baseada em gênero continua a ser o principal indutor das desigualdades no mundo de hoje.

 

Esta constatação vem do novo relatório de Desenvolvimento Humano Regional do PNUD 2013-2014 ‘Segurança Cidadã com uma Face Humana: evidências e propostas para a América Latina’, que estabelece que a violência de gênero contribui para a insegurança na América Latina, sendo uma ameaça e um obstáculo persistentes ao desenvolvimento humano, à saúde pública e aos direitos humanos.

 

Segundo o relatório, quase todos os países avaliados na região registraram aumentos de violência doméstica, estupro e assassinatos de mulheres.

 

Entre os presos que cometeram crimes sexuais, entrevistados pelo PNUD, 75% e 90% relataram conhecer suas vítimas antes do crime e entre 20% e 40% eram membros da família.

 

Embora cresçam as evidências ligando a violência de gênero à pobreza, cresce também o apelo global para incluir as vozes masculinas na solução para o fim da violência contra as mulheres.

 

Um estudo recente da ONU, realizado na região da Ásia-Pacífico, revelou que, dos 10 mil homens entrevistados, quase metade relatou o uso de violência física e/ou sexual contra a parceira.

 

Embora os resultados alarmantes do estudo reafirmem quão disseminados seguem esses problemas, ele também identificou que a maioria dos fatores associados ao uso de violência de homens contra mulheres pode ser alterada.

 

O estudo recomenda que as intervenções pelo desenvolvimento devem abordar as normas sociais relacionadas com a aceitabilidade de violência e de estereótipos dominantes, incidindo sobre o fim da impunidade dos agressores.

 

Esta mesma mensagem consta no relatório ‘Um Milhão de Vozes: O Mundo que Queremos’, que sintetiza os resultados de uma consulta global sem precedentes, envolvendo mais de um milhão de pessoas de todos os países e experiências sobre como a agenda futura de desenvolvimento do mundo deve parecer.

 

Ele afirma que o atual quadro de trabalho dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que atinge o seu prazo final em 2015, silencia-se sobre a violência contra mulheres e meninas, apesar de ter um dos oito objetivos relacionados a gênero.

 

Qualquer agenda de desenvolvimento futuro, afirma o relatório, deve ter um forte enfoque sobre as desigualdades de gênero e violência de gênero, sem o qual o mundo não será nem capaz de resolver o problema com as fontes de conflito e violência, nem de garantir desenvolvimento acelerado e sustentável.

 

O PNUD trabalha com os países ao redor do mundo sobre as iniciativas para prevenir e responder à violência com base no gênero, incluindo países em crise, onde estupro e agressão sexual são usados como um instrumento de guerra.

 

A organização reafirma seu compromisso de acabar com a violência de gênero e convoca a maiores esforços para combater padrões específicos de violência nos contextos de desenvolvimento e de crise, trabalhando com organizações de mulheres, bem como de homens e meninos.(www.pnud.org.br)

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