ECONOMIA

Depois do tomate, leite compromete orçamento das famílias

 

Depois do tomate, o leite começa a incomodar o bolso dos consumidores. Quem consome o produto reclama que o preço está muito alto. E para continuar levando o leite para casa muitos deixaram de lado as marcas preferidas e passaram a escolher pelo preço. 

Fabrício de Souza, 29 anos, auxiliar de carga e descarga, conta que o produto só fica barato nos dias de promoção. A desvantagem é que apenas uma marca diminui o preço no dia, assim não tem escolha. “Tá muito alto. R$ 2,59, R$ 2,75. Só este da promoção está R$ 1,89. Não tem opção, ou é esse ou paga mais”, avalia.

Para a técnica de enfermagem, Maria de Lourdes de Araujo, 52 anos, o preço do produto encarece o orçamento. “Tudo abaixou:o arroz, o feijão, o óleo. Só o leite e o tomate que continuam caro”, critica.

Já a secretária Marilene Gouveia Pereira discorda. Ela diz que o preço de leite está estável e há muito tempo vem pagando o mesmo valor pelo produto na Capital. “Não vejo diferença. Sempre compro na promoção e o preço não passa de R$ 2,00”, revela.

Quem compra o produto com frequencia percebeu o aumento de pelo menos R$ 0,20 centavos por litro. O valor pode parecer pequeno, mas faz diferença no orçamento, como aponta a técnica de enfermagem Maria de Lourdes de Araujo. Para comprar uma caixa de 12 litros, por exemplo, vai desembolsar R$ 2,40 a mais. O que representa, pelo menos, um litro do produto.

Produtores e indústrias

Segundo o presidente Conseleite-MS (Conselho Paritário Produtores de Leite e Indústrias Laticínia), Pedro Guerbas Filho, nesta época do ano o preço do leite tende a aumentar nas prateleiras por causa da entressafra.

Ele explica que a procura do produto por outros estados do país, como por exemplo, São Paulo, que diminuiu a produção do leite em favorecimento de outras culturas, também tem influenciado o aumento do preço. “A indústria paulista passou a comprar mais em Mato Grosso do Sul o que acarretou em menos oferta interna. Eles têm mais poder de compra. O que encareceu o preço aqui”, explica.

A boa notícia é que o gasto a mais não deve perdurar por muito tempo afirma o presidente do Silems (Sindicato das Indústrias de Laticínios de Mato Grosso do Sul) Hernandes Ortiz. Ele explica que nesta época (entressafra) o leite sempre aumenta e depois tende a abaixar até chegar ao preço normal.

 

Mayara Sá
O presidente do Silems explica que nesta época (entressafra) o leite sempre aumenta

 

Neste ano, outro ponto a favor, segundo ele, é que devido ao período de chuva ter se estendido, a entressafra deve ser menor. Além disso, explica que no ano passado a produção leiteira foi muito prejudicada com a seca no Rio Grande do Sul, o que não ocorreu em 2013. Desta forma, com entressafra menor e menos problemas na produção o consumidor deve ser favorecido com um período menor de alta.

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