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Ruas “enchem” e quem precisa estar fora de casa questiona a saída sem motivo

Campo Grande

No coração do comércio central de Campo Grande, o jeitão é de um dia quase normal nesta terça-feira (7), com muitos carros trafegando pela esquina mais movimentada, a 14 de Julho com a Afonso Pena. É o segundo dia de flexibilização das regras de abertura do comércio, depois de duas semanas de fechamento por determinação da prefeitura.

Na Praça Ary Coelho, o vai e vem de pessoas contrasta com o espaço de lazer fechado, assim como o entorno já cheio de gente desafia o entendimento de quem está fora de casa por necessidade e critica quem sai em precisar, desobedecendo a orientação das autoridades como medida de prevenção ao novo coronavírus.

“Ninguém mais está com medo”, resumiu Juliana Rojas, 20 anos, gerente de loja. Ela saiu de casa para trabalhar e notou a presença de muitos idosos, por exemplo, além de aglomerações, totalmente condenadas em razão do risco alto de contágio do microorganismo causador da covid-19.

A maioria das pessoas vistas pela reportagem andando pelas vias centrais estava sem qualquer proteção, como máscara ou luva.

Empregada doméstica, Tânia Duarte, de 49 anos, opinou que “tinha de fechar tudo, e esperar mais um pouquinho”.  A trabalhadora disse só ter saído por precisar ir ao serviço. “Só devia vir para o Centro só quem precisa trabalhar”, analisa.

Não era hora – Embora diga que estava com “saudades” da cidade movimentada, em sua rotina normal, Andrea Silva, auxiliar de serviços gerais, 44 anos, criticou tanto movimento em meio à pandemia. “É triste porque muita gente não precisava estar na rua”, diz.

Ela foi mais uma que disse ter saído de casa por necessidade. “ Se não precisasse, jamais viria por medo do vírus”.

Pelas regras da prefeitura, quase todos os setores já podem abrir. Faltavam as feiras, que estão com determinação para voltar a funcionar hoje e ainda as academias de prática de atividade física e os salões de beleza e barbearias. Para esses três últimos, foi estabelecido protocolo exigindo plano de biossegurança para permitir o funcionamento.

O prefeito Marquinhos Trad tem repetido em suas entrevistas que a decisão de permitir a volta dos estabelecimentos foi em razão da pressão sofrida, mas que se perceber reflexo negativo nos registros de contaminação pelo vírus, poderá voltar a adotar o fechamento das empresas.

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