VOCÊ SABIA?

Você Sabe porque dos espinhos no pequi?

Comer pequi pode não ser uma tarefa fácil, visto que é preciso roer o caroço quando temos o fruto inteiro. O caroço é bem peculiar, temos frutos com mais polpa, outros nem tanto, e abaixo da polpa temos uma fina camada que reveste inúmeros espinhos.

Sabendo que não se pode afundar muito os dentes na hora de roer, ainda assim, parece que muita gente adora um desafio e acaba ficando com a língua cheia de espinhos.

Essa camada de espinhos tem a função de proteger a semente (que carrega no seu interior o embrião), para a manutenção da espécie.

É conhecido também como um alimento preventivo por diminuir o risco de câncer. Não só a polpa, mas a castanha do pequi produz um óleo que pode ser usado no tratamento de doenças respiratórias além da produção de cosméticos como cremes hidratantes e sabonetes.

O pequi é uma fruta fonte de manganês, um mineral essencial para a formação e fortalecimento das células do sistema imunológico, ajudando a prevenir situações, como gripes, alergias e resfriados.

Além disso, o pequi é rico em fibras que aumentam o tempo de digestão dos alimentos, ajudando a prolongar a saciedade e ajudando, assim, na perda de peso. Um mineral que, junto com outras vitaminas e minerais, é importante para a formação dos ossos e cartilagens, ajudando a manter a saúde dos ossos e evitar a osteoporose.

Compostos bioativos com propriedades antioxidantes, o pequi ajuda a manter a saúde das artérias e melhora a circulação de sangue, evitando o surgimento da pressão alta.
Para se comer o pequi, é necessário extremo cuidado. No caroço, por debaixo da polpa, há inúmeros e minúsculos espinhos que podem causar sérios ferimentos à língua e lábios. Portanto, não se deve morder o pequi, mas sim roê-lo.

Basta remover os espinhos com pinças e pronto, a paz fica estabelecida, sem a necessidade do uso de medicamentos. E para melhorar o desconforto, podemos lançar mão da laserterapia que promove analgesia, ação anti-inflamatória e reparo da região a ser tratada.

O pequi, piqui ou amêndoa-de-espinho, possui uma casca verde-escura e uma polpa macia e amarela, podendo ser consumido cru ou usado em receitas, como conservas, sorvetes, risotos e ensopados com frango, carne bovina ou porco. Da polpa e da amêndoa do pequi também se extrai um óleo, que é usado na fabricação de licores e de produtos cosméticos.

Karla Neto

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