Fatos curiosos (e pegajosos) dos vermes-de-fita marinhos.

Ana Karla Souza
Quando se ouve falar em vermes, normalmente a gente pensa em bichos desagradáveis que muitas vezes habitam dentro de nós ou em algum dos nossos pets. Contudo, saiba que estes seres estão presentes também em zonas aquáticas, como no caso do verme-de-fita.
O verme-de-fita é um animal invertebrado aquático do filo nemertea (chamados nemertinos), com mais de 1 mil espécies conhecidas até hoje. Boa parte deles habita os oceanos, mas é possível encontrar algumas espécies em riachos e lagoas. A variedade desses bichos é enorme, especialmente quanto ao tamanho, que varia de acordo com cada espécie. Separamos alguns fatos curiosos sobre esse animal tão incomum.
1. A longa (e angustiante) probóscide
O probóscide nada mais é que um apêndice alongado que pode ter diversas funções, como capturar uma presa ou se defender de inimigos. Um exemplo muito comum de probóscide é a tromba do elefante.
Os vermes-de-fita possuem probóscide longa, algumas vezes ramificada, que sai de dentro de um orifício para atacar sua presa.
Nos nemertinos, a probóscide serve de defesa. Em situações de perigo (como a do vídeo) eles expelem esse órgão na tentativa de imobilizar ou distrair o predador, porém tal reação os leva à morte já que eles são incapazes de viver sem o mecanismo.
2. Que bicho venenoso!
Alguns desses vermes, como a espécie cephalothrix simula, podem ser perigosos por utilizarem uma toxina poderosa, a tetrodoxina. Você pode não lembrar pelo nome, mas essa toxina está presente no baiacu, um peixe bem conhecido por aqui. O efeito da tetrodoxina pode ser fatal, induzindo à paralisia e à asfixia.
3. Alguns são parasitas
Alguns vermes-de-fita vivem como parasitas em outros animais, alimentando-se de tudo o que o seu hospedeiro consome. Ele pode atacar os ovos do seu hospedeiro, como acontece no Caribe, onde a espécie carcinonemertes se alimenta dos ovos da lagosta, o que prejudica a reprodução e, consequentemente, a pesca e o consumo.
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