Você sabia que o mel estraga?

Provavelmente, você já ouviu que o mel é um dos poucos alimentos naturais que nunca estraga. E pode até ter acreditado nisso, afinal, aquele pote de mel que está guardado há meses na sua despensa ainda parece bom, apesar de ter cristalizado.
O mel estraga, sim, ou melhor, fermenta, embora bem mais lentamente que outros produtos perecíveis. Segundo determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), baseada em estimativa feita em termos de segurança, o mais indicado é consumir o mel em até dois anos, para não haver riscos.
Não é muito comum ter complicações devido à ingestão de mel fermentado, mas elas podem acontece. você pode ter, por exemplo, uma gastroenterite —inflamação do trato gastrointestinal que causa diarreia, vômitos e dor abdominal.
Existe ainda o risco de botulismo, uma doença neuroparalítica grave, não contagiosa e que pode causar a paralisia da musculatura respiratória, levando à morte. O problema é causado pela ação de uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, capaz de sobreviver no mel e até em alimentos enlatados, que contêm pouco oxigênio.
A condição é rara e mais frequente em crianças entre três e 26 semanas de vida, sendo responsável por 5% dos casos de morte súbita em lactentes. Daí a recomendação do Ministério da Saúde de não oferecer mel a menores de um ano.
Karla Neto

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