Quando o assunto é formiga, os benefícios são maiores que os prejuízos

As formigas são extremamente fortes. Elas têm a capacidade de transportar entre 10 e 50 vezes seu próprio peso corporal! A quantidade que uma formiga pode transportar depende da espécie. Uma espécie asiática de formiga pode levantar até 100 vezes a sua própria massa.
A maioria das formigas alimenta-se de sucos vegetais, seiva das plantas, néctar de flores, substâncias açucaradas, líquidos adocicados excretados por certos insetos; algumas são carnívoras e se alimentam de animais mortos ou vivos e outras de fungos cultivados a partir de folhas vegetais, e outras são onívoras
As formigas são insetos sociais, isto é, vivem em colônias ou ninhos, onde cada uma trabalha para todos os membros da colônia e não somente para si mesma.
O Brasil apresenta cerca de 2 mil espécies de formigas descritas, sendo que, destas, apenas 20 a 30 são consideradas pragas urbanas por invadirem alimentos armazenados, plantas e outros materiais domésticos.
Sendo assim, esses insetos ajudam na reprodução de diversas espécies vegetais – seja na natureza, seja nas cidades. Além disso, elas fazem um bem danado para a terra, pois a escavação de seus ninhos aumenta a concentração de nutrientes e água no solo. Por fim, as formigas são um petisco saboroso para muitos animais.
Esses pequenos insetos sociais possuem uma importância fundamental em nossas vidas. Formigas predadoras estão entre as principais controladoras de insetos herbívoros no mundo. Isso significa que, na ausência delas, as populações de artrópodes que se alimentam de plantas cresceriam tanto que florestas e plantações seriam devastadas. Ou seja: as formigas estão mais para controladoras de pragas do que para pragas em si.
Cada colônia é constituída por três formas distintas: rainhas, machos e operárias. As rainhas são maiores que os demais indivíduos da colônia e são aladas (possuem asas no período reprodutivo); em algumas espécies podem viver vários anos.
Os machos também são alados e consideravelmente menores que as rainhas. Tem vida curta e morrem após o acasalamento. As operárias são fêmeas estéreis, não possuem asas e constituem a grande maioria de indivíduos da colônia.
Machos e rainhas são produzidos na colônia em grande número, geralmente na primavera, quando saem dos ninhos e realizam o vôo nupcial. Logo após o acasalamento, o macho morre e a rainha inicia uma nova colônia ou retorna a uma já estabelecida.
Ela elimina suas asas após o vôo, encontra um local para construir o ninho e colocar os ovos. Esta primeira cria é alimentada pela rainha e é formada exclusivamente por operárias, que são sempre estéreis.
Depois que as operárias surgem, passam a realizar todo o trabalho da colônia: construção e defesa do ninho, cuidado com a prole, coleta de alimento, entre outros. A partir daí, a função da rainha passa a ser unicamente a postura de ovos.
A conclusão é que nenhuma formiga é uma “praga”. Formigas, assim como qualquer outro animal, só se tornam “pragas” diante de perturbações que os seres humanos causam no equilíbrio dos ecossistemas naturais. É de se questionar quem é a verdadeira praga: elas ou nós.
Karla Neto


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