Você sabia que fumaça de incêndios causa mal-estar ?

Ana Karla Souza
A fumaça das queimadas na Amazônia pode viajar pela atmosfera e prejudicar a saúde até de quem vive longe da floresta. Conheça alguns fatos sobre a fumaça e o fogo que assola o Brasil
Entre os sintomas mais comuns causados pela interação com o material particulado da fumaça estão ardência na garganta e narinas, dor ao respirar, dor de cabeça e tosse persistente. Os efeitos podem ser ainda mais devastadores para pacientes que já contam com alguma comorbidade, como hipertensão, asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica, levando até internação.
Mas o material particulado pode continuar agindo por muitos anos no corpo humano. A exposição crônica a essas partículas pode favorecer o surgimento de tipos de câncer, como o câncer de pulmão, doenças hematológicas, hipertensão e Acidentes Vasculares Cerebrais
Em geral, o fogo é causado pela ação humana, seja para o desmatamento, para a renovação de pastos ou outros processos da agropecuária, e toda queimada provocada sem autorização é ilegal. O número de queimadas costuma ser maior de julho a outubro, quando diminui o volume de chuvas. Mas em 2024, a ocorrência de fogo disparou em diversos biomas, e bem antes do que era esperado.
De 1 de janeiro a 31 de agosto de 2024, foram registrados 63.189 focos de incêndios na Amazônia, um aumento de 100,67% em relação ao número registrado no mesmo período do ano passado. No Cerrado, esse número já superou em 63,3% o número focos do mesmo intervalo de 2023, segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Já no Pantanal, maior planície interior úmida do planeta, o número de focos de calor chegou a 9.167 nesse período, quantidade 2.174% maior que a registrada nos mesmos 8 meses do ano passado, de acordo com o Inpe.
Os mais acometidos pela poluição causada pelas queimadas na Amazônia são os idosos e as crianças. “As crianças, por terem o sistema imunológico ainda em desenvolvimento e por apresentarem um aparelho respiratório anatomicamente menor”,
Em geral, o fogo é causado pela ação humana, seja para o desmatamento, para a renovação de pastos ou outros processos da agropecuária, e toda queimada provocada sem autorização é ilegal. O número de queimadas costuma ser maior de julho a outubro, quando diminui o volume de chuvas. Mas em 2024, a ocorrência de fogo disparou em diversos biomas, e bem antes do que era esperado.
Os governos precisam aumentar a capacidade operacional para prevenção e combate aos incêndios e desenvolver planos de ação de curto, médio e longo prazo para adaptação às mudanças climáticas.
A inalação de fumaça pode causar problemas de várias maneiras: Sufocando o corpo com monóxido de carbono. Envenenando o corpo com substâncias químicas tóxicas. Danificando a traqueia, as passagens respiratórias e/ou os pulmões devido à presença de substâncias químicas tóxicas.
Aspecto gerador de impactos ambientais negativos frequentemente utilizados no meio rural é o uso das queimadas como técnica de cultivo em pastagens e para limpeza de restos vegetais.
Porém, as queimadas destroem o ecossistema local. Provocam a morte de animais e destroem seus ninhos, eliminando mais de uma geração de alguns exemplares da fauna local, e, conforme a dimensão, trazem grandes prejuízos para a biodiversidade.
Além desses prejuízos, as queimadas também provocam uma série de outros impactos ambientais.
O calor do fogo das queimadas altera as características físicas e químicas do solo. Elimina os microrganismos responsáveis pela transformação e decomposição da matéria orgânica e pela ciclagem de nutrientes no solo, diminuindo a atividade biológica.
Queimadas provocam a redução da fertilidade pela perda de nutrientes por lixiviação e altera o pH do solo. Diminui a capacidade de infiltração de água do solo, provocando o seu ressecamento, podendo levar à desertificação. A fumaça causa poluição da atmosfera, alterando a qualidade do ar, provocando danos à saúde das pessoas locais. Prejudica a visibilidade nas rodovias provocando acidentes de trânsito.
E como acabar com esse problema? Bem, acabar com o desmatamento é um caminho, mas uma missão que depende da ação de todos os atores envolvidos.
Nesse cenário angustiante, a impunidade é a gasolina que alimenta a destruição e cabe às autoridades uma resposta rápida: investigação e responsabilização dos incêndios criminosos e forte atuação na prevenção e estratégias de adaptação à realidade de eventos extremos. Mas isso não basta.

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