
Campo Grande (MS), julho de 2025 – Nos últimos dias, um doce simples e afetivo virou
fenômeno nas redes sociais: o morango coberto com chocolate, apelidado de “morango
do amor”, ultrapassou a maçã do amor em popularidade e se tornou o item de desejo em
feiras, confeitarias e nas ruas das cidades brasileiras.
Por trás desse sucesso repentino,
há um movimento que chama a atenção de quem acompanha de perto o comportamento
dos pequenos negócios: a rápida reação de empreendedoras que viram na tendência
uma oportunidade concreta de faturamento.
Para a contadora, professora universitária e especialista em empreendedorismo feminino,
Cibellen Melo, esse caso mostra o quanto a sensibilidade de mercado e a capacidade de
adaptação são características fundamentais do empreendedor brasileiro — em especial
das mulheres que atuam no setor de confeitaria e produção artesanal.
“Mais do que vender um doce, essas empreendedoras entenderam o momento e
criaram uma experiência de consumo.
Muitas inovaram no visual, testaram novos
sabores e começaram a divulgar o produto pelas redes sociais, transformando o
desejo coletivo em lucro imediato”, destaca Cibellen.
Em diferentes cidades, é possível observar histórias de mulheres que, com baixo
investimento inicial, aumentaram o volume de vendas, conquistaram novos clientes e,
sobretudo, deram visibilidade aos seus negócios.
A especialista lembra que esse tipo de
comportamento empreendedor é essencial para o crescimento sustentável.
Confira três orientações da especialista para transformar o “boom” em estratégia de longo
prazo:
– Fidelize os novos clientes
O aumento de visibilidade precisa ser acompanhado de um bom atendimento, entrega de
qualidade e apresentação de outros produtos.
“Aproveite o momento para criar vínculo e
estimular a recompra”, orienta Cibellen.
– Invista na experiência, não só no produto
“O apelo visual e emocional do morango do amor é enorme.
Ele remete à infância, às
festas e à curiosidade. Quem empreende pode explorar isso com embalagens criativas,
fotos bem produzidas e comunicação afetuosa”, explica.
– Agilidade é fundamental
Em casos de tendência viral, o timing faz toda a diferença. “Quem espera demais, perde o
movimento.
Quem age rápido, lucra e ainda se posiciona no mercado com mais força”,
pontua a especialista.
Para além do sucesso momentâneo, muitas dessas empreendedoras já estão expandindo
suas opções e testando novas receitas, com o objetivo de manter a clientela e ampliar a
oferta de produtos mesmo após o fim da febre do morango.
“A tendência pode passar, mas o empreendedorismo se fortalece quando há visão,
coragem e estratégia. E isso é algo que vemos todos os dias nas pequenas
empreendedoras brasileiras”, finaliza Cibellen.
Michelle Araújo

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