Você sabia que o ferro de passar era movido a brasa?

Ana Karla Souza
Muitos atribuem aos chineses a criação do ferro de passar a brasa, por volta do século V. A peça criada por eles era uma taça metálica onde era colocado o carvão em brasa, a peça possuía um cabo de marfim, utilizado para movimentar a taça sob o tecido.
No Brasil seu uso e importância perdurou por mais tempo, principalmente nas regiões onde a energia elétrica demorou a chegar.
Ferro de passar roupa feito em ferro e madeira, com funcionamento a carvão; Base com 3 lados retos e a parte frontal é feita em duas laterais que se unem formando uma quina, como um meio triângulo; Respiradores com forma de semi-circulo nas laterais servem para eliminar o vapor.
Dispor de roupas bem passadas é uma preocupação que sempre existiu na civilização. Há documentos que indicam que os chineses utilizavam para isso um recipiente de lata, que continha brasas e possuía um cabo.
No ocidente começou-se a usar um alisador de vidro, mármore ou madeira, que era usado a frio e empregava uma goma de amido, que não podia ser trabalhada a quente. Esse sistema foi usado até o século XV. No século XVII aparece o termo ferro de passar.
Os primeiros ferros de passar, como o próprio nome indica, eram fabricados na sua maioria de ferro, e eram aquecidos no fogo.
Posteriormente apareceram os ferros de passar ocos, os quais eram preenchidos com brasas, chamados também de ferros a carvão. No século XIX apareceram os ferros de passar de lavanderia, que eram aquecidos sobre fogões, até que começaram ser aplicados outros métodos, como a água quente, gás ou álcool.
O carvão vegetal é usado preponderantemente na produção de ferro gusa e aço. Na produção de ferro gusa, o carvão cumpre duas funções: como combustível para gerar o calor necessário à operação do alto-forno da siderúrgica e como agente químico para retirar o oxigênio durante o processo.
O ferro de passar roupas a carvão é uma peça muito antiga, e começou a ser utilizadas no século XV. Os primeiros exemplares desses objetos foram usados pelos chineses, e consistia numa panela de latão onde a brasa era acondicionada, com um cabo comprido para deslizar sobre as roupas.
Outra invenção semelhante, mas que não agradou, pelo certo perigo que oferecia a quem o manusiasse, foi um modelo de ferro de passar aquecido por uma lâmpada. Em 1892 surgiram os ferros de passar com resistência.
Eles eram mais práticos, eficientes e seguros, pois aliavam limpeza ao controle de temperatura, e podiam ser usados em qualquer lugar que dispusesse de eletricidade, além disso eram oferecidos aos interessados a preços acessíveis.
Em 6 de junho de 1882, o norte-americano Henrry W. Seely inventou e patenteou o primeiro ferro de passar elétrico, ainda que não houvesse instalação de redes elétricas nas residências, e, no ano seguinte, as lavanderias já podiam ter a sua máquina de passar, um artefato enorme de uso comercial.
Apesar de o ferro elétrico ter sido uma ótima invenção, na época de seu lançamento ele não obteve o sucesso esperado, pois a maioria das residências daquela época não dispunha de energia elétrica, e as que contavam com esse recurso somente podiam usar o novo instrumento à noite, porque durante o dia as empresas de distribuição de energia suspendiam seu fornecimento à população.
Para não alterar os hábitos da atividade doméstica, a população preferia continuar usando os mesmos recursos utilizados até então. Porém, com a melhoria no fornecimento de energia elétrica, o produto se tornou um produto elétrico indispensável em qualquer residência.
No Brasil a nacionalização desse produto ocorreu somente durante a década de 1950; antes disso, o abastecimento do nosso mercado interno era feito através da importação.
Foto: Reprodução

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