VOCÊ SABIA?

Você sabia que sono em excesso ou em falta? Qualquer desequilíbrio pode prejudicar sua mente

O ritmo acelerado da vida moderna e a constante conectividade fazem com que muitas pessoas reduzam suas horas de descanso. Ao mesmo tempo, idosos tendem a apresentar padrões de sono prolongado. Em ambos os casos, os efeitos na cognição foram significativos: quem dorme pouco ou muito tem desempenho menor em testes que avaliam habilidades cognitivas.

Dormir bem sempre foi sinônimo de saúde, mas novas pesquisas indicam que tanto a privação quanto o excesso de sono podem trazer consequências negativas para o cérebro. No Brasil, 76% da população adulta relata algum problema de sono, como insônia ou fadiga diurna. Entre os idosos, a situação é ainda mais preocupante: pesquisas apontam que quase 60% das pessoas com mais de 50 anos sofrem de insônia.

Um estudo conduzido no Brasil revelou que dormir menos de sete horas ou ultrapassar esse tempo pode afetar funções cognitivas essenciais, como memória, raciocínio e fluência verbal – impactos que podem se agravar com o envelhecimento.

Os pesquisadores alertam que hábitos simples podem contribuir para a saúde do cérebro a longo prazo. Estabelecer uma rotina regular de sono, reduzir a exposição a telas antes de dormir e evitar cafeína à noite são algumas das estratégias recomendadas.

Cuidar do sono não é apenas uma questão de bem-estar imediato, mas um fator determinante para a qualidade de vida e a preservação da cognição ao longo dos anos. Se dormir pouco pode ser ruim, dormir demais também não é solução – o equilíbrio é a chave para um cérebro saudável.

Karla Neto

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