Bebê de oito meses sofre queimadura de segundo grau em creche

A polícia de Indaiatuba (103 km de São Paulo) investiga um suposto caso de negligência em uma creche municipal do Jardim Morada do Sol. De acordo com a polícia, para tentar baixar a febre de um bebê de oito meses, uma das monitoras da creche Nízio Vieira decidiu colocá-lo debaixo do chuveiro. Nesse momento, a resistência do equipamento queimou e soltou um jato de água fervente, provocando queimaduras de segundo grau na perna e na virilha da criança. Os pais do bebê foram à polícia para reclamar do fato de a unidade não ter acionado o resgate nem levado o menino ao pronto-socorro. O caso ocorreu há uma semana, e até esta sexta-feira (15) a família precisa levá-lo ao hospital para trocar os curativos todos os dias. “Meu filho era uma criança tranquila, agora está traumatizado. Ele adorava tomar banho, e agora nem sei como vai ser”, afirmou a mãe, Jacivânia Jesus da Silva, de 34 anos. Leia Mais Creches e escolas municipais de Indaiatuba (SP) vivem epidemia de catapora; ao menos 208 crianças já foram infectadas Empresas podem ser obrigadas a manter creches para filhos de funcionários Faltam vagas em creches e escolas de educação infantil Investimento em creche é chance de enfrentar desigualdade social “na raiz”, afirma Dilma Justiça determina que creches municipais fiquem abertas durante férias e recessos “Ainda não pude colocá-lo na água por causa dos curativos, estou dando banho com paninho molhado só”, disse Jacivânia, que é auxiliar de produção, mas está sem trabalhar desde o dia do acidente. “Não tenho mais onde deixá-lo e ele está sofrendo, preciso cuidar dele agora”, disse. Para o caldeireiro Edvaldo Costa Rodrigues, 34 anos, pai da criança, o mais revoltante é que o acidente aconteceu pela manhã, mas ele só foi avisado no fim da tarde e teve de correr com o filho para o hospital. “Deixaram meu filho sofrendo de dor o dia todo. Elas falaram que não era o caso de chamar o resgate, que cuidaram dele lá, mesmo.” Para ele, a explicação dada pela escola não convence, e ele já tirou o menino da creche. “Quando a resistência do chuveiro queima, geralmente a água esfria, não esquenta. Nunca mais ele vai voltar naquela creche”, disse. Rodrigues também disse que a mulher recebeu uma ligação, mas não retornou porque o número era de um celular. Outro lado Em nota, a Secretaria de Educação de Campinas informou que enviou pessoal técnico à creche Nízio Vieira e foi constatado que o laudo técnico deve ser emitido pela fabricante do chuveiro. Na última terça-feira (12), um representante da empresa retirou o equipamento para submetê-lo a análise, mas sem prazo para conclusão. No comunicado, o órgão também informou que a prefeitura está oferecendo toda a ajuda necessária, inclusive visitando a família para prestar apoio. “A entidade assistencial e a coordenação da creche, conveniada com a prefeitura, estão arcando com as despesas decorrentes do acidente”, informou o texto.

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