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EDUCAÇÃO

Faltam 7 dias para a greve nacional da educação em MS

Dia 24 de abril a educação pública de Mato Grosso do Sul vai parar em prol das reivindicações por melhorias na qualidade da educação pública.

A Semana de Educação da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), este ano, coincide em tema e data com a Semana de Ação Global, que no Brasil é coordenada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, da qual a CNTE faz parte.

Seguindo a agenda mundial, a CNTE e seus sindicatos filiados debaterão, entre os dias 23 e 25 de abril, a importância da valorização da categoria para o direito à educação com qualidade e equidade.

Em Mato Grosso do Sul a FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) está convocando os trabalhadores em educação de Mato Grosso do Sul para pararem as suas atividades no dia 24 de abril e somarem a luta nacional em prol de um ensino público mais justo e igualitário.

No ano passado, 2012, a FETEMS levou mais de 15 mil pessoas para as ruas da Capital em um grande movimento na defesa pela qualidade da educação pública, no ano passado mais de 90% das escolas públicas pararam as suas atividades durante este período.

Este ano a entidade está com uma proposta nova e realizará, no dia 24, uma grande Audiência Pública, no Plenário Júlio Maia da Assembleia Legislativa, às 13h30, em parceria o mandato do deputado estadual, Pedro kemp, membro da comissão de educação da Casa de Leis.

No Brasil, estima-se a falta de mais de 300 mil professores nas redes públicas estaduais e municipais, sem contar os milhares de profissionais que lecionam, sem habilitação, em áreas de conhecimento distintas de sua formação. Entre os funcionários da educação, menos de 10% possuem diploma profissional.

Por outro lado, a juventude não se sente atraída pela profissão, que perdeu status social e foi duramente desvalorizada ao longo de décadas. Os profissionais que se mantêm nas escolas sofrem com doenças do trabalho – como burnout, alergias, varizes e calos vocais – e estão cada vez mais expostos à violência e às inúmeras e injustas cobranças, que desprezam suas condições de trabalho.

Hoje, 86% das matrículas escolares no Brasil concentram-se na escola pública, e sem que esta instituição seja devidamente valorizada, dificilmente tingiremos melhores índices de distribuição de renda, de emprego de qualidade e justiça social.

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