POLICIAL

Arrastão prende agressores de mulheres na Capital

58 mandados foram cumpridos pela Polícia Civil em Campo Grande

Um passeio pelo Código Penal Brasileiro. Foi assim que definiu a Delegada Rosely Molina os crimes dos 58 presos durante a operação “Mulher Brasileira 1”, deflagrada na quarta-feira (4). Foram 48 horas de uma ação conjunta da Delegacia de Polícia Especializada, resultados que foram apresentados hoje (6) na Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande.

Os crimes são de todos os tipos, desde ameaça a homicídios e estupro. “Realmente é um passeio pelo Código penal, há todos os tipos de crimes contra a mulher, e todos os casos são recentes, aconteceram de um ano para cá”, explica Molina. A prisão mais recente aconteceu ontem (5) após um registro de estupro. “Ele não aceitou o fim do relacionamento e a estuprou de forma violenta”, conta.

Adriano Garcia Geraldo, coordenador da Delegacia de Polícia Especializada, disse que a ação visa coibir a prática da violência contra a mulher e deve acontecer outras vezes ao longo do ano. “É uma ação para coibir os crimes recorrentes. Acontecerão outras ao longo do ano, mas as datas não serão divulgadas para não atrapalhar o trabalho da polícia”, revela Garcia.

Só este ano, a Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher já registrou 1,2 mil boletins de ocorrência e só na Casa da Mulher Brasileira, inaugurada no começo do mês passado, já foram cerca de 3 mil atendimentos à mulheres vítimas de violência. Os crimes mais comuns, de acordo com Molina são lesão corporal, ameaça e injúria. “A violência já começa daí, após vem os crimes mais graves”, explica Molina.

Casa da Mulher Brasileira – De acordo com as informações da delegada Molina, o atendimento na casa desafogou outras delegacias. “Após o início dos atendimentos na Casa da Mulher Brasileira, que funciona 24 horas por dia, desafogou e muito as outras delegacias, em principal as Depacs, porque 40% dos atendimentos das Depacs eram violência doméstica”, informou.

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