Trabalhadores dos Correios fazem manifestação na Assembleia Legislativa e doação coletiva de sangue em Dourados

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Assessoria de Comunicação do SINTECT-MS

Fazendo uso da palavra na tribuna da Assembleia, a presidente do SINTECT-MS, Elaine Regina Oliveira, explicou a insatisfação da categoria e as razões que levaram à greve nacional. Ela contestou a afirmação do governo de que a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) seja deficitária. Citou o fato de que nos últimos anos, a estatal repassou cerca de R$ 5 bilhões para o governo (que usa esse dinheiro onde quiser) sendo R$ 600 milhões somente para as Olimpíadas.

Segundo Elaine, existe uma política deliberada do governo de sucateamento da empresa para justificar a privatização. Isso se traduz na ausência de concurso (resultando em falta de funcionários e a conseqüente queda de qualidade no atendimento), fechamento de agências com relevância social (em MS foram 11 agências fechadas, a última no distrito de Quebra-Côco, em Sidrolândia) e desvalorização dos funcionários.

A motivação principal da greve estaria na tentativa do governo federal em reduzir direitos e benefícios dos trabalhadores, como o Plano de Saúde, e falta de proposta para recomposição dos salários.

Os trabalhadores solicitaram apoio dos deputados estaduais que ficaram de aprovar uma moção de apoio e de buscar interlocução junto à bancada federal para que esta pressione o governo a negociar.

 

Grevistas dos Correios fazem doação de sangue em Dourados

 

Um grupo de trabalhadores dos Correios que estão em greve realizaram nesta quarta uma doação coletiva de sangue no Hemocentro de Dourados. De acordo com o sindicato o ato foi uma “ação de solidariedade de classe em prol da vida”.

Os trabalhadores de Dourados aderiram à greve desde o primeiro dia (19 de setembro).