Tráfico humano é tema da campanha da CNBB

Bispo Dom Redovino Rizzardo fala ao Douradosagora

 

O Tráfico Humano será tema de debates e reflexões da Igreja Católica durante a Campanha da Fraternidade deste ano. Com o tema “Fraternidade e o Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou”, a campanha, lançada ontem pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem o objetivo de identificar e denunciar o crime de tráfico humano. Em Dourados, a campanha será aberta oficialmente no próximo domingo, a partir das 17h, em missa campal em frente a Catedral Imaculada Conceição.

 

De acordo com o Bispo Dom Redovino Rizzardo, a campanha tem como foco a valorização da vida do ser humano. “Um dos maiores problemas que vivemos hoje é que a busca do poder econômico tem levado muitas pessoas a colocar os seres humanos em segundo plano, valorizando o dinheiro e não a vida. São pessoas que querem o enriquecimento às custas da prostituição, do trabalho escravo e tantos os outros que tornam indigna a vida da vítima”, destaca.

 

Dom Redovino explica que, assim como nos anos anteriores, em Dourados será realizada uma extensa programação com seminários e palestras em parcerias com entidades locais durante o ano todo. O objetivo é levar informação para que a sociedade possa ajudar a combater este tipo de crime. “Estamos entrando na quaresma e vamos deixar bem claro aos fiés que a penitência que Jesus Cristo quer de nós, não é só o jejum tradicional, mas sim a busca pela valorização do ser humano”, incentiva.

 

Em missa em Aparecida do Norte (SP) ontem, durante o lançamento da campanha, o cardeal arcebispo e presidente da Conferência Nacional dos Bispos (CNBB), Dom Raymundo Damasceno Assis, conclamou a toda a comunidade católica a se mobilizar para combater o tráfico humano.

 

“Não diz respeito só ao Brasil, mas toda a comunidade internacional e a Igreja não pode ficar imóvel diante desse problema tão grave, movido por quatro fontes de lucro ilícito: a exploração sexual, que atinge as mulheres e crianças; o trabalho escravo, que atinge os homens, mas também lança mão de criança e mulher; o tráfico de órgão para transplantes, promovido por sequestros e até mesmo assassinatos; e a adoção ilegal de crianças, que são roubadas de seus pais”, disse.

 

Tráfico


Agências da ONU lançaram ontem uma campanha global para combater vários tipos de tráfico. O evento ocorreu durante uma feira na Alemanha. Segundo o órgão, as mulheres representam 60% das vítimas de tráfico humano, 27% são crianças – na maioria, meninas. A ONU alertou que o comércio do tráfico beneficia diretamente o crime organizado que usa o dinheiro para financiar outras atividades ilegais.

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