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Lideranças de MS visitam empresa chinesa que investiu em Maracaju

O grupo de lideranças sul-mato-grossenses que integra a Comitiva da CNA – Confederação Nacional da Agricultura que foi em missão a China com o objetivo de diversificar a composição da pauta de exportações, hoje concentrada em minérios, grãos e combustíveltambém estreitou laços com o diretor da empresa chinesa BBCA Group, que em abril deste ano acertou com o Governo do Estado a implantação de uma unidade de processamento de milho em Maracaju. O presidente da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária do MS, Eduardo Riedel e o Secretário de Desenvolvimento Econômico e de Meio Ambiente de Maracaju, Luciano Muzzi Mendes, foram recebidos pelo diretor da BBCA, He Highway, para discutir a evolução do projeto.

Para Luciano Muzzi, a consolidação da parceria soma forças em prol de Maracaju, “nosso município tem crescido e se desenvolvido cada vez mais, com a chegada de novos investimentos abre-se portas para geração de emprego e renda, isso colabora diretamente para o avanço de Maracaju”, disse.

Com investimentos estimados em US$ 320 milhões e perspectiva de geração de 400 empregos diretos, a unidade deverá ser instalada em 2014. Segundo a Secretária Tereza Cristina, o projeto está em fase de emissão do Estudo de Impacto Ambiental (EIA Rima), sendo que técnicos do Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul) viajam à China nos próximos dias para analisar as compensações ambientais necessárias à instalação da unidade.

Também participam da comitiva liderada pela CNA o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja/MS), Christiano Bortolotto, e o presidente da Fundação MS, Luis Alberto Moraes Novaes.

Sobre a Comitiva CNA

Com abate de 90 mil aves diariamente, o Frango Bello, de Itaquiraí (MS), é uma das cinco indústrias brasileiras liberadas para exportação ao mercado chinês. A habilitação dos frigoríficos, bem como o anúncio da inspeção em outros oito, foi anunciada à comitiva brasileira que cumpre até o próximo dia 15 roteiro na China, com objetivo de ampliar e diversificar os acordos comerciais com aquele país. Liderada pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, a comitiva é formada pelo vice-presidente, Michel Temer, pelo ministro da Agricultura, Antônio Eustáquio Andrade, e pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), Eduardo Riedel, além de outras lideranças e empresários brasileiros.

 

Terceira maior consumidora da carne de frango sul-mato-grossense, a China absorveu 14% das exportações avícolas do Estado de janeiro a setembro deste ano. “A notícia é animadora para o setor e vem justamente no momento em que estamos investindo no fortalecimento da cadeia da avicultura no Estado”, avalia Eduardo Riedel. A secretária de Produção e Turismo (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa da Costa, também comemorou a informação. “O Frango Bello cresceu muito e começou trabalhando com pequenos produtores de assentamentos da região”, salientou. Terceira indústria do Estado habilitada a exportar para a China, o frigorífico gera em torno de 1,2 mil empregos, entre diretos e indiretos, em um município com aproximadamente 18 mil habitantes.

 

Na China desde a semana passada, a comitiva obteve do ministro da Administração de Inspeção de Qualidade e Quarentena da China (AQSIQ), ZHI Shupin, a confirmação de que as instalações frigoríficas do País serão inspecionadas até 15 de dezembro. A inspeção visa afastar a desconfiança do mal da vaca louca e poderá por fim ao embargo chinês à carne bovina brasileira, em vigor desde dezembro de 2012.

 

Na quinta-feira passada, também foi assinado um protocolo para a compra de milho brasileiro por parte dos chineses, o que pode representar uma troca comercial de US$ 4 bilhões. “É uma ótima notícia para os produtores de milho do nosso país, visto que, em razão da supersafra, acumulamos, hoje, 10 milhões de toneladas estocadas do grão”, ressalta a presidente da CNA. A balança comercial Brasil-China apresentou saldo positivo de US$ 7 bilhões de dólares em favor do Brasil, em 2012. O objetivo da missão é diversificar a composição da pauta de exportações, hoje concentrada em minérios, grãos e combustível.

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